Um post-fotográfico para os apreciadores de aves. Fotos de Mari Baldissera, clicadas em Balneário Barra do Sul/SC, dezembro de 2011.
Já tem mais de um ano que o The Suburbs, terceiro álbum do Arcade Fire, saiu do forno. Mas isso não impediu os dançantes canadenses de lançar um novo clipe para o sucesso “Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)”. Inovando como sempre nos projetos de vídeo, há uma versão interativa do clipe, projeto de Vincent Morisset, em que os fãs podem controlar os movimentos na tela dançando em frente a webcam. É divertidíssimo. Quanto mais rápido você se mexer, mais rápido se mexem os dançarinos.
Se você não estiver a fim de tanta ação, pode conferir a versão tradicional, na qual a vocalista Régine Chassagne passeia por ruas suburbanas, com seus fones de ouvido, e o grupo improvisa coreografias maluquinhas e dá saltos tendo um campo de futebol como pano de fundo. Versões gigantes dos integrantes com cabeças de papel machê convidam o público a entrar na brincadeira.
A música foi inspirada no livro Mountains Beyond Mountains, história de Paul Farmer, um dos fundadores do Partners In Health, organização que o Arcade Fire espera ajudar com doações dos fãs.
Viajar sozinho tem boas vantagens, deu pra ver isso no último post. Mas tudo na vida tem dois lados. Este post fala das desvantagens da viagem solo…
1. Poder de barganha
Não adianta: a maioria das empresas de turismo (e aí falo de agências, transportadoras, hospedagem, alimentação, entretenimento, etc.) ganha no volume. Quanto maior for o grupo de viajantes, maiores as chances de conseguir bons descontos em produtos e serviços turísticos. Sozinho fica mais difícil dar aquela choradinha no preço. Mesmo assim, tente. Quem não chora não mama.
2. Segurança
Quando você está sozinho, principalmente em locais que não lhe são habituais, fica mais suscetível aos bandidinhos de plantão. Estar em grupo impõe um pouco mais de respeito, especialmente se um dos seus amigos for daqueles grandões. Tive o desprazer de ser assaltada em Fortaleza e acho que dificilmente o marginal (que está até hoje na cadeia pensando em mim, foi preso em flagrante…) teria me abordado se eu estivesse com outras pessoas.
3. Dividir o pão (e o táxi, e o quarto…)
Viajar acompanhado é compravadamente mais barato. Ter alguém com quem rachar custos como hospedagem, táxi, alimentação e contratação de guias pode baratear a viagem em cerca de 25%. Outra vantagem de estar com um amigo ou alguém próximo é o conforto emocional em algumas situações. Ficar doente no meio da viagem e não ter ninguém para te assistir pode ser bastante desolador.
4. Querido amigo carregador
A regra é clara: jamais viaje com mais bagagem do que você é capaz de carregar sozinho. O problema do excesso de bagagem raramente ocorre na ida. É na volta que a mochila está mais pesada. Mesmo que não esteja fisicamente mais pesada, no final da viagem você já está cansado e tudo começa a parecer mais difícil. Nessas horas é muito bom ter aquela companhia que, diante do teu sofrimento, vai perguntar: quer que eu carregue a sua mochila?
1. Liberdade, ó liberdade
Você escolhe o destino, o meio de hospedagem, o transporte, o roteiro e todo o resto. De repente bateu aquela vontade de dormir a manhã inteira e não visitar aquele museu com o qual você não tem a mínima afinidade? Tudo bem, ninguém vai te encher o saco nem te chantagear por isso. Você decide seus horários, onde quer comer e faz mudanças no itinerário toda vez que sentir vontade. É você, o mochilão, e ninguém mais.
2. Socializa aí
Viajando sozinho você conhece mais gente. A explicação é simples: quando você viaja com alguém, já tem sua companhia ”garantida”. Mas quando você viaja sozinho, vai precisar se “enturmar” se quiser companhia pra aquele barzinho a noite. É normal do ser humano: quando estamos em grupo não nos damos tanto espaço para interagir com pessoas de fora do grupo. E assim deixamos de conhecer gente maravilhosa pelo caminho.
3. A ajuda vem mais fácil
Dificilmente alguém vai parar e oferecer ajuda ao ver 3 turistas juntos com cara de perdidos. Parece que as pessoas analisam a situação rapidamente e concluem: eles são vários, vão saber se virar. Mas experimente abrir um mapa no meio da rua, sozinho, e virá-lo de um lado para o outro para ver o que acontece. Quando você está sozinho, especialmente as mulheres, há uma comoção inexplicável e as ofertas de ajuda vêm mais fácil, seja com a mala pesada ou com aquele mapa indecifrável.
4. Quem sou eu?
Se existe, entre todos, um grande ganho em se viajar sozinho, ele se chama autoconhecimento. Viajar sozinho significa se conhecer profundamente, encarar de frente seus medos, anseios e prazeres. É quando saímos da rotina e deixamos para trás as referências que nos conhecemos de verdade. Você sempre volta diferente de uma viagem. E você sempre volta melhor de uma viagem feita sozinho.

































