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[Matéria feita para o Jornal Voz do Oeste de 20 de setembro de 2011]
Amor animal
Cicarelli, Gauchinha, Juninho, Rita, Morena, Pretinha, Mel. Como numa chamada em sala de aula, Claudete vai conferindo mentalmente quem já ganhou comida. Estes são nomes de alguns dos quase 40 animais abandonados que Claudete abriga em sua casa.
Claudete Michailoff é uma mulher alta, encorpada. Os cabelos grisalhos e curtos combinam com seu jeito prático. Claudete diz que não há como ser diferente: a rotina começa cedo e é trabalhosa. Durante a manhã, toma conta da bicharada; dá banho, remédios, limpa a pequena varanda e o quintal de terra onde ficam os animais. Os maiores e os mais briguentos ficam nos fundos da casa. Quando chove o trabalho é dobrado, a terra vira lama e não se avista uma patinha limpa sequer.
De meio dia se arruma, toma o ônibus e vai para o trabalho. Claudete é funcionária da prefeitura e trabalha no Albergue João Piltz, que atende moradores de rua e pessoas que vêm à Chapecó fazer tratamentos de saúde e não têm condições de custear uma hospedagem. Brinco que ela está predestinada a ajudar seres, bichos e gentes que, por variados motivos, não têm para onde ir. Claudete deixa escapar um sorriso tímido e concorda.
Claudete é uma espécie de São Francisco para os animais de rua de Chapecó, um sopro de esperança. Ela não sabe explicar de onde vem o amor pelos bichos, acha que tem o coração mole. “Você passa na rua e vê uma ninhada ou um cachorro abandonado na beira da estrada. Não dá pra olhar e não fazer nada, aí você leva pra casa. Na próxima vez que passa tem mais um, e nem sempre você consegue doar os que já têm. Aí acumula, como eu tenho agora, quase 40”, explica.

Carinho, alimento e cuidados: os cachorros não precisam de muito. Claudete é como um “São Francisco” para os animais abandonados de Chapecó.
Desde 1989 ela recolhe animais da rua. Até mudou de residência para poder cuidar melhor dos bichos. Na casa onde morava antes, os vizinhos reclamavam do barulho. Claudete mudou-se para uma região onde praticamente não há residências e as reclamações pararam. “Não há muitos vizinhos e os que chegaram, chegaram depois de mim, então já sabiam que tinha cachorro”, argumenta.
A alma da Apache
Em 31 de março de 2004, quando a Associação Protetora dos Animais de Chapecó (Apache) foi fundada, Claudete tornou-se voluntária. Hoje, a ONG está temporariamente desativada, mas Claudete, como outros ex-voluntários, continua seu trabalho. Iara Lang, a última presidente em exercício da Apache, define em poucas palavras a atuação de Claudete nos seis anos em que a ONG funcionou: “A Clau era a alma da Apache”. Como a associação não possui abrigo (tampouco os órgãos públicos no município possuem), os animais resgatados ficam nas casas dos voluntários até encontrarem um lar.
Claudete é quem abriga mais bichos. Salete, sua irmã, nunca tem em casa menos de 20. Estrutura = zero. Por isso o abrigo faz falta. É uma reivindicação antiga da ONG e sem ele o trabalho fica seriamente comprometido. Iara comenta que, no último ano em que a ONG esteve na ativa, evitaram recolher animais porque não havia onde deixá-los. Há situações, entretanto, que não há saída. “Como ver um animal sofrendo, agonizando, saber que ele vai morrer se ficar como está e não fazer nada?”, questiona Marita. “Não compreendo como as pessoas podem ser tão frias, perdeu-se o respeito pela vida”.
Por causa dos parcos recursos, o trabalho da Apache estagnou. Mesmo as feirinhas de adoção, que eram realizadas na Avenida Getúlio Vargas nos Dias D, não acontecem mais. As feirinhas surtiam bons resultados, diz Iara. Desafogavam as casas dos voluntários e funcionavam como um local de encontro entre pessoas que pretendem adotar e aquelas que, por diversas razões, precisam se desfazer de seus bichos. Uma média de dez animais eram adotados a cada feira. Quem leva um bichinho para casa, não se arrepende. “Os vira-latas são inteligentes, eternamente gratos e bem mais resistentes às doenças do que os cachorros com pedigree”, comenta Marita, que além das hóspedes da Apache tem em casa Lili Beth, uma vira-latas de 14 anos; Felícia, uma labradora amarela e Luigi, um gato preto que está na família desde 1997.
Histórias caninas
Picaxu é a cachorrinha que está há mais tempo com Claudete. Quando pegou Picaxu da rua, não teve como doá-la logo. Ela estava com cinomose, virose facilmente prevenida através de vacinação, mas extremamente destrutiva depois de contraída. Picaxu demorou muito tempo para se recuperar e, assim mesmo, ficou com sequelas. Quando as sequelas amenizaram, ela já estava “velha” para ser adotada.
Claudete observa que, quanto mais velho o animal, mais difícil de ser adotado. Se a relação lembrar a adoção de crianças, não é mera coincidência… A maioria das pessoas quer filhotes, serelepes e sadios, de pequeno e médio porte. Os adultos, os grandões, os que têm alguma deficiência física ou sequelas de doenças estão condenados a viver na espera. E a espera pode ser longa e, na pior das hipóteses, eterna.

Menina, Mel e Pretinha. Sem infra-estrutura em casa para atender os animais, Claudete se vira como pode.
Uma cadela de médio porte, de pelagem amarela, é uma das integrantes mais recentes do BBB canino de Claudete. Ainda não tem nome. É dócil, bonita, tem os pelos longos e ao redor dos olhos um contorno preto que parece ter sido feito por um maquiador. Seria uma candidata fácil a adoção, não fossem os tiques nervosos incessantes nas patas traseiras que mal a deixam caminhar. A amarela cambaleia, tem as pernas fracas, um olhar triste e distante: ela é mais uma vítima da cinomose.
“É uma doença devastadora, trágica”, observa a médica veterinária Mari Giordani. A cinomose ataca o sistema nervoso central do animal, podendo resultar em convulsões, tiques nervosos e até paralisia dos membros. Muitas vezes o animal urra de dor. “Tente dobrar e esticar seu braço e realizar o mesmo movimento por cinco minutos”, sugere a veterinária, “logo o músculo estará cansado e começará a doer. Imagine agora realizar o mesmo movimento incessantemente, 24 horas por dia. O músculo estafa e a dor é tremenda”, explica. É o que ocorre nas contrações musculares involuntárias causadas pela cinomose.
Como em uma gripe, o tratamento é de apoio: depois de desencadeada a doença, é necessário “esperar” o vírus completar o seu ciclo. Quando diagnosticada e tratada a tempo, o bichinho se recupera, mas as sequelas são comuns, como no caso da amarela. E raramente se reverterão. Mari expõe que, em 26 anos de profissão, viu apenas três casos em que o sistema neurológico se recuperou plenamente e as contrações pararam por completo. As estatísticas não são animadoras. No fundo, Claudete já conhece o destino da amarela, cuja história já viu se repetir por várias vezes com outros animais: ou será adotada por uma família com muita paciência e carinho, ou será mais um dos hóspedes que chegam e nunca mais partem.
Claudete tem na memória a história das dezenas de animais que já ficaram aos seus cuidados. Pergunto se há alguma que tenha lhe marcado por ser muito trágica. Espero a resposta por alguns segundos, mas ela não vem. No lugar de palavras, lágrimas e um suspiro que mistura tristeza e desabafo. Um soluçar sutil toma conta da varanda e mesmo os animais ao nosso redor parecem notar que aquele é um momento de tristeza. Há silêncio. Enxugando as lágrimas com as costas da mão, Claudete pronuncia, com a garganta apertada: “Se for ver… todas…”
Dura rotina
Manter 40 animais alimentados, limpos e medicados não é tarefa fácil. Como Claudete trabalha à tarde, as manhãs e noites são dedicadas aos bichos. Os inquilinos caninos consomem dez quilos de ração por dia.
A conta no final do mês é alta, mas hoje, com as doações que recebe de pessoas e empresas e o auxílio dos outros ex-voluntários da Apache, Claudete mexe menos no bolso. “Tem um senhor que traz todo mês, religiosamente, 50 quilos de ração”, comenta. “É bastante para quem tem um ou dois cachorros em casa, mas para quem tem 40, vai rápido. Por isso toda ajuda é bem-vinda”. Claudete conta que, quando começou a abrigar os cachorros, bancava tudo sozinha.
Cliente antiga de algumas agropecuárias e pet shops, Claudete consegue comprar comida e medicamentos por preços módicos. Com a experiência que acumulou nesses 22 anos, tem algumas artimanhas para baratear as despesas. Usando farinha de milho, alimento nutritivo e de baixo custo, faz uma polenta e mistura com a ração. “Eles adoram, bem mais que arroz”, comenta.
Também conversa com veterinários para arranjar alternativas na hora de comprar medicamentos. Muitos remédios da linha humana podem ser administrados em animais, e costumam ser mais baratos. No anti-helmíntico (remédio para vermes), por exemplo, é possível economizar até R$ 6,00 utilizando o comprimido da linha humana.
Se tivessem consciência (e às vezes parecem ter, porque em cada um é possível observar um olhar de gratidão), estes cachorros sentiriam-se privilegiados. Estudos da Apache estimam que existam cerca de 30 mil animais abandonados em Chapecó, entre gatos e cachorros. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número máximo tolerável de animais de rua – para uma população como a de Chapecó – seria de oito mil indivíduos.
A superpopulação e as zoonoses (doenças transmitidas dos animais para os humanos) transformam a situação dos animais de rua em um problema de saúde pública, que afeta principalmente a população mais carente e, mais intensamente, as crianças. Um levantamento feito nos postos de saúde do município mostrou que algumas crianças chegam a ser tratadas dos mesmos sintomas até seis vezes no período de um ano. As doenças mais comumente transmitidas pelos animais são sarnas e verminoses.
As contaminações sucessivas tornam o tratamento inócuo, já que a causa, que é o convívio com animais doentes, continua presente. A Apache argumenta que, se houvesse tratamento para esses animais, como vacinações e, principalmente, controle populacional, muito se evitaria gastar com saúde pública.
“Toda essa luta, compensa?”, pergunto à Claudete. Com as mãos sujas e a roupa cheia de pelos, um filhote no colo e o resto da bicharada enroscando-se por suas pernas, Claudete dá a resposta sem pronunciar uma palavra. Olha para longe, sem me fitar, e sorri.
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“A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter. Quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.” (Arthur Schopenhauer)
Claudete Michailoff é uma mulher alta, encorpada. Os cabelos grisalhos e curtos combinam com seu jeito prático. Claudete é uma espécie de São Francisco para os animais de rua de Chapecó, um sopro de esperança. Ela não sabe explicar de onde vem o amor pelos bichos, acha que tem o coração mole.
Desde 1989 ela recolhe animais da rua. Até mudou de residência para poder cuidar melhor dos bichos. Nunca tem em casa menos de 30 animais, cães e gatos que foram jogados na rua por sua antiga família ou que já nasceram nessa condição. Muitos foram torturados, judiados até próximo da morte. Mas felizmente há pessoas como Claudete que se sensibilizam com o sofrimento dos bichos.
Claudete se vira nos trinta para manter as vacinas em dia e bancar os 10kg de ração que a bicharada consome por dia. Sem estrutura adequada na pequena casa, tudo que Claudete quer é encontrar um lar para os bichinhos, uma casa onde eles sejam amados e desejados.
Se você está buscando uma companhia de quatro patas, pense na possibilidade de adotar. Os animais sem raça definida são geralmente mais carinhosos e resistentes às doenças do que os animais de raça. Sem contar que serão eternamente gratos pelo gesto da adoção, tenha certeza.
Aqui você encontra alguns animais que estão na casa da Claudete esperando por um lar. Por favor, ajude a divulgar! E se você quiser contribuir com ração ou medicamentos, todas as doações são muito bem-vindas! Entre em contato aqui pelo blog ou pelo fone 49 9971 7203.
Desde a fundação da Associação Protetora dos Animais de Chapecó, Apache, em março de 2004, centenas de animais em situação de abandono foram resgatados e ganharam uma casa através das feiras de adoção promovidas pela entidade. No último sábado (27), mais 11 animais foram adotados e começarão a semana em um novo lar.
As feiras de adoção ocorrem aos sábados pela manhã, duas vezes ao mês, no canteiro central da Avenida Getúlio Vargas, em frente a Drogaria Catarinense. É possível acompanhar o calendário das feiras pelo site da ONG.
De acordo com a presidente da associação, Iara Lang, as feirinhas são a ação mais eficiente para encontrar possíveis donos para os animais abandonados. “Como a ONG não possui um abrigo, tampouco os órgãos públicos responsáveis possuem, os animais ficam nas casas dos voluntários. Temos voluntários com quase 40 animais em casa”, comenta Iara. Segundo a presidente, o abrigo com clínica para atendimento e vacinações e centro cirúrgico para fazer castrações é uma reivindicação antiga da ONG, que até hoje não saiu do papel. “A questão dos animais abandonados não é apenas uma questão de bem-estar animal, mas uma questão de saúde pública, por isso a construção de um abrigo é fundamental”, acrescenta.
As irmãs Ana Cristina e Laura Pritsch Justi saíram passear no sábado com os pais, Liliane Pritsch e Rudinei Justi, e voltaram para casa com um presente há tempos requisitado: uma gatinha. “Tínhamos uma gata, mas quando a Laura era pequena, desenvolveu uma alergia e tivemos que doá-la. Foi uma grande tristeza. Agora que a Laura está maior, decidimos adotar outra”, conta Liliane.
As irmãs não demoraram para escolher o novo membro da família. Dentre os gatinhos disponíveis para adoção, se encantaram com uma fêmea de pelagem branca e preta, com pouco mais de um mês, abandonada dentro de uma caixa de papelão com mais quatro irmãozinhos. Segundo Ana Cristina, a gatinha é seu presente de Páscoa. O sorriso sincero não escondia a felicidade das irmãs. Perguntei se elas já haviam pensado em um nome. Ana Cristina respondeu sem pestanejar: “É Sofia, como era o nome da minha outra gatinha”. Além de Sofia, outros quatro gatos e seis cachorros foram para casa com seus novos donos durante a feira.
Para conhecer o trabalho da Apache, saber como ajudar e acompanhar o calendário das feiras de adoção, visite www.apacheong.org.br
Continuemos nosso papo de fazer algo para tornar o mundo um lugar melhor. Começo com um aviso para quem acha que isso é utópico ou muito dispendioso: não é. Principalmente quando cada um faz a sua parte.
A sua parte não precisa ser igual a minha parte. Na verdade, é até melhor que não seja, pois assim estaremos somando. Cada um pode contribuir de acordo com suas habilidades, com o que sabe fazer. Essa é a essência do voluntariado. Mas você não precisa se filiar a nenhuma ONG para se tornar um voluntário. Você pode ser voluntário do mundo, colaborando com pequenas ações.
Muita gente tem vontade de ajudar e não sabe como. Por isso pensei nesse texto para exemplificar como eu faço a minha pequena parte e quem sabe dar algumas ideias. São atitudes simples que não causam grandes mudanças na sua rotina. E se causarem, tenha certeza, serão positivas.
Tenho atenção extrema com a água. Deixo as louças de molho na pia e as lavo com a torneira fechada. Para escovar os dentes, a mesma coisa: torneira aberta só quando é necessário. Quando levanto pela manhã, não faço xixi na privada, deixo para fazer no banho. Isso mesmo, xixi no banho! É uma descarga a menos por dia (e uma descarga despeja cerca de 12 litros de água limpa). O banho também é breve. Quando lavo os cabelos, demoro um pouquinho mais, mas procuro não passar da marca dos 6 minutos. E essa marca está em aperfeiçoamento!
Também faço mudas de árvores. Moro numa casa com quintal enorme, cheio de árvores frutíferas. As sementes das frutas que caem mais as das que comemos e jogamos no quintal acabam brotando de maneira natural. Com cuidado, retiro a pequena arvorezinha e transplanto para caixas de leite. Assim tenho meu próprio viveiro de plantas, com jabuticabeiras, romãzeiras, ipês, umbus e até copaíbas cujas sementes eu trouxe de Minas. Recentemente, minha mãe podou os parreirais. “Os meses sem a letra ‘R’ no nome é que são os meses bons para a poda”, diz meu avô. E ele está certo. O parreiral brota com tudo na primavera e no verão temos deliciosas e graúdas uvas para a ceia de Ano Novo. Fiquei com pena daqueles galhos todos de parreira que iriam secar até morrer e me adiantei: cortei em pedaços conforme instruções da minha mãe e fiz dezenas de mudas de enxerto. Logo de uma parreira terei no mínimo umas cem. De tempos em tempos aparece algum amigo procurando uma árvore. “Queria uma frondosa, que fizesse muita sombra”. “Ah! Tenho aqui uma do jeitinho que você precisa! É um umbuzeiro. E de lambuja você levará um excelente repelente natural, já que a árvore do umbu tem esse efeito de afastar alguns insetos, como as pulgas. Era inclusive usada para este fim nas antigas reduções jesuítico-guaranis, na época das Missões.” Mais uma árvore plantada no mundo, entre tantas derrubadas diariamente. Fico feliz.
O lixo aqui em casa também tem destino certo. O orgânico vai direto para o quintal que, espalhado e misturado com terra e folhas secas, não cheira mal nem atrai insetos. O reciclável coloco na lixeira durante o dia. Mesmo que a sua cidade não tenha coleta seletiva ou ela seja falha, como é na minha, sempre passa um catador que recolhe o material e depois vende para uma cooperativa, completando assim o ciclo da reciclagem. O lixo que não pode ser reciclado, que acaba sendo uma pequeníssima quantidade, vai para a lixeira no fim da tarde, e a noitinha o caminhão da coleta passa e o leva para destino apropriado (ou pelo menos é o que eu espero. Assim como cada cidadão tem de fazer a sua parte, espera-se que o poder público também faça).
Também sou voluntária da ONG Apache – Associação Protetora dos Animais de Chapecó e Região Oeste de SC, que recolhe, acolhe, trata e busca um lar adotivo para animais abandonados ou em situação de maus tratos. Sexta passada, por exemplo, eu estava com seis filhotinhos de cachorro alegrando e bagunçando a minha casa. São de uma família cuja cadela teve cria, mas eles não têm condições de manter essa bicharada toda. Nós recolhemos os bichinhos, demos remédio para vermes e minha incumbência era deixá-los limpinhos e cheirosos para a feirinha de adoção que aconteceu no sábado. Foi uma maratona, mas eu e minha mãe demos conta do recado. Essas feiras são realizadas periodicamente com o intuito de aproximar pessoas que querem/precisam doar de pessoas que estão a procura de um animalzinho de estimação. Os seis foram adotados e ganharam uma nova casa. Em boa propaganda da Mastercard: isso não tem preço.
Enfim, poderia citar ainda o mutirão que faço com amigos e parentes para arrecadar roupas de gente e de cama para doação, ou as vezes que deixo o carro em casa e pego uma carona. Como você vê, não é necessário mudar toda a sua rotina para agir de forma mais ecologicamente e socialmente generosa. Se você acha que isso é muito pouco, reflita sobre a frase de Edmund Burke, ilustre político e filósofo: “Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco”.



























