You are currently browsing the tag archive for the ‘Arte’ tag.

ENCONTRAR

“Em arte, procurar não significa nada. O que importa é encontrar.”

(Pablo Picasso)

Obra de Alberto Massuda, no MON, em Curitiba. 2012.

No dia 07 de fevereiro, terça, às 20h, acontece na Galeria do Sesc Chapecó o coquetel de abertura da exposição “Sobre memórias e realidades” , do projeto Arte na Cidade. O curador Carlos Alberto Franzoi, de Joinville, participou de encontros com artistas da cidade, além de visitar os espaços de produção dos mesmos. Deste processo resultou a exposição “Sobre Memórias e Realidades”, com obras de Audrian Cassanelli, Cristina Luviza Battiston, Gina Zanini, Ingrid Antunes, Janaina Piccoli, Janaína Schvambach, Juliana Povala, Rodrigo Cardoso e Sonia Loren. O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita.
A exposição fica em cartaz até 2 de março.
Horários de funcionamento da galeria:
Seg a sex: 8h às 12h – 13h30 às 17h30
Sab e dom: 18h às 20h
Informações e contato: 49 3319 9128

Exposição
‘OBJETOS DE CONSUMO’ do Grupo SOS TERRA.
Artistas participantes: Enólia Maria Pereira, Eliane Fistarol, Ivandra Matiassi, Ingrid Antunes, Juceli Nardi, Mirian Tiecher Borges, Maria Salete Machado da Silva e Michele Marques
Galeria Municipal Dalme Marie Grando Rauen
Abertura 18 de outubro, 19h30
Praça Coronel Bertaso
Chapecó – SC

Do coletivo “Isto não é uma fotografia”

Abertura 06.10 às 20h30

 

DESENHAR

“O desenho não é só o produto da fantasia ociosa, mas o fruto da observação acumulada.”

(Rui Barbosa)

Pássaros skatistas em um muro do Rio. 2008.

[Matéria feita para o caderno "Comportamento" do Jornal Voz do Oeste de 11 de setembro de 2011]

 

Um lar para Moore, um lar para Márcia

Ela é brasileira e coordenadora do curso de Artes da Unochapecó. Ele é irlandês e web designer. Quer saber onde se conheceram? Em casa…

 

Chapecó/Dublin – A culpa é de Letícia. Irmã da artista chapecoense Márcia Moreno, Letícia mora em Dublin, capital da Irlanda, e foi ela quem primeiro conheceu o simpático James Moore.

Moore é um cara magrinho e tímido que fala mais com a ponta da caneta nanquim em seus desenhos do que com a boca. Dono de uma sensibilidade enorme e um olhar atento aos pequenos detalhes, Moore é um conceituado artista irlandês, web designer “aposentado” e tio do namorado de Letícia.

Quando ficou sabendo do trabalho artístico de Moore, Letícia tratou logo de apresentá-lo virtualmente à irmã Márcia, que entrou no blog de Moore e gostou do que viu: sentiu afinidades, descobriu técnicas e temáticas parecidas. “Nós dois gostamos de desenho e trabalhamos os traços com nanquim. Os meus apresentam cor, já os de James não seguem uma regra”, observa.

Logo Márcia teve a ideia: poderiam desenvolver um trabalho artístico juntos. Assim como Márcia, Moore também trabalha a temática da família, da memória e dos lugares que, de alguma forma, lhe são queridos. Inicialmente despretensiosa, a ideia foi amadurecendo e tomou forma ao longo deste ano. “Como trabalhamos temáticas muito similares, foi fácil conciliar os trabalhos para compor uma exposição”, conta Márcia. E assim surgiu “Lar longe de casa” ou, se preferir, “Home, home away from home”.

Expo

A exposição apresenta 10 trabalhos de Márcia e 14 de Moore. A abertura aconteceu na última quinta e a exibição fica em cartaz na Galeria Agostinho Duarte, no bloco C da Unochapecó, até o dia 20.

Segundo Moore, a intenção é despertar no espectador a reflexão sobre os diferentes entendimentos de lar. “‘Home’ significa lar, mas significa também casa, a construção em si. ‘Home’ pode remeter a ideia de lembrança e dos vários ‘lares’ pelos quais passamos ao longo da vida”, comenta.

Entre os dias 15 e 20 deste mês, Márcia e Moore ministrarão um workshop sobre a exposição. “Moore vai falar sobre arte em geral, a arte na Irlanda e as diferenças culturais. No segundo dia, será aplicado um questionário aos participantes com o intuito de instigar a memória, tanto do lar enquanto ‘família’, quanto do lar enquanto ‘casa’”, comenta Márcia.

Os dois últimos dias serão de produção e no dia 21 as obras dos participantes substituirão as obras de Márcia e Moore nas paredes da Galeria. As vagas para o workshop esgotaram logo na primeira semana. Mas a exposição não acaba por aí. No dia 29 é a vez de Moore ser anfitrião de Márcia: os artistas viajam para Dublin para expor no conceituado Pearse Museum. O workshop, nos mesmos moldes, também vai acontecer por lá.

Família

Moore e a companheira Jessica estão hospedados na casa de Márcia. Engana-se quem pensa que a hospedagem é mera hospitalidade brasileira: a vivência também faz parte do trabalho.

Exímio viajante, é a primeira vez que Moore faz uma viagem internacional com propósito artístico, por assim dizer. Diz que a troca cultural está sendo muito intensa e que muitos outros trabalhos resultarão desse tempo empreendido no Brasil. “O povo brasileiro é muito caloroso, muito amável, especialmente a família da Márcia”, conta.

Moore tem certeza que a visita lhe trará dezenas de boas ideias para trabalhos futuros. “O processo artístico é contínuo: você está sempre aprendendo com a arte. Posso ainda não saber exatamente o que vou fazer, mas sei que esta experiência vai render muitos trabalhos daqui para frente”.

Quem vê Jessica e Moore tomando chimarrão na sala de Márcia, como se fossem barrigas-verdes natos, consegue se aproximar ainda mais na proposta da exposição. Um mergulhou na vida e no trabalho do outro transformando a união das obras em algo tão orgânico que parece que sempre foi uma coisa só. Márcia deu um lar a Moore: o seu. E agora é a vez de Moore dar um lar à Márcia, em Dublin. Aguardemos: ninguém volta de uma viagem sem novidades para contar. Essa é a magia de estar em outro lar, longe de casa, mas ainda assim um lar.

ARTISTA

“É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente.”

(Simone de Beauvoir)

Simplesmente Dalí. No Espace Dalí, em Montmartre. Paris, 2010.

[Matéria feita para o caderno de cultura "Comportamento" do Jornal Voz do Oeste de 06 de agosto de 2011]

Simetria a toda prova

 

Formas geométricas e uma simetria milimétrica predominam nas obras da artista chapecoense Cristina Luviza. Os círculos, entretanto, ocupam um lugar especial. Paixão herdada de um brinquedo da infância, as formas circulares e as lembranças estão sempre presentes nos trabalhos de Cristina.

Foto: Mari Baldissera.

Ao entrar no ateliê de Cristina Luviza, é possível perceber que a artista tem um “quê” com as formas circulares: com exceção do quadro que ainda espera para ser finalizado (e, sim, ele também terá traços simétricos e arredondados), todas os trabalhos expostos contêm círculos.

De todos os tamanhos, cores e materiais, as formas circulares são marca registrada da artista, que desenha desde criança e começou a estudar pintura aos 12 anos de idade. Formada em Educação Artística e pós-graduada em Criatividade, Arte e Tecnologias, Cristina leva a sério a questão da simetria: “Mesmo nos trabalhos cujos elementos parecem ter sido arranjados aleatoriamente, eu meço tudo antes. Não consigo fugir disso”, brinca Cristina.

Foi quando cursou a pós-graduação na Unochapecó que o interesse pela arte contemporânea nasceu. Cris passou a fazer parte do coletivo de artistas “Isto não é uma fotografia” e arriscar novas técnicas. A artista conta que essa transição aconteceu de forma natural e foi muito gratificante. “Resgatei o círculo, que eu havia trabalhado muito na universidade, e o Espirograf”, conta.

 

Espirograf?

Se você tem menos de 25 anos, provavelmente não conhece o Espirograf… Brinquedo da Estrela muito popular nas décadas de 70 e 80, o Espirograf consistia em um jogo de peças circulares que, quando inseridas dentro de um quadro, como uma engrenagem, faziam desenhos circulares parecidos com mandalas. O mais interessante era exercitar a criatividade, já que utilizando peças e encaixes diferentes era possível criar um sem fim de possibilidades.

Cris conta que a paixão pelos círculos veio da fascinação que o brinquedo exercia sobre ela. Tanto que a primeira exposição individual da artista, “Cincundando”, de 2010, teve como temática os desenhos feitos com o Espirograf, dispostos em vários tipos de materiais.

Além da simetria e do elemento circular, memória, cores (e a ausência dela) e o que chama de “apagamento da imagem” fazem parte das obras da artista. “Trabalho com o que se vê, mas não está mais ali. É como se eu sempre tivesse sempre escondendo alguma coisa”, comenta Cristina. A artista usa elementos para produzir a obra, depois os retira e deixa apenas os vestígios. É o caso do trabalho que está produzindo para inscrever no Salão Chapecoense de Artes Plásticas, ainda sem título.

Cristina com o último trabalho, ainda em produção: bobinas de papel e respingos de tinta imitando gotas aliam memória e, claro, as formas circulares. Foto: Mari Baldissera.

 

Ateliê

Há dois anos Cristina abriu o ateliê, que hoje divide com a artista Marlowa Pompermayer Marin. O espaço fica na Rua Quintino Boacaiúva, 304D. Além dos trabalhos próprios, o ateliê também abriga exposições temporárias de outros artistas chapecoenses.

Cris tem duas exposições previstas ainda para este ano: no espaço da Adentro na Decorare 2011 e, em novembro, na Galeria Municipal de Artes, com o grupo “Isto não é uma fotografia”. A artista também faz obras sob encomenda. O telefone para contato é 49 8412 7793.

[Matéria feita para o caderno de cultura "Comportamento" do Jornal Voz do Oeste de 23 de julho de 2011]

Café com aconchego

 

Você entra e a impressão é de ter voltado à infância e estar na casa da vovó. Se você se sentir assim quando for conhecer “A casa do lado”, mais novo espaço gastronômico da cidade, não se assuste: a proposta é justamente essa.

 

Nas paredes de madeira, dezenas de quadros. Poltronas estampadas convidam a se esparramar por alguns instantes para ler um bom livro ou jogar conversa fora com os amigos. Sobre as mesas, garrafinhas de vidro fazem o papel de vaso e abrigam cravos e outras flores.

Tudo na “A casa do lado Café-Arte-Bar” tem um ar retrô, que faz o lugar ficar com a cara da casa da vovó. Segundo a proprietária Camila Garbin, o plano é mesmo esse: um local tranquilo para poder conversar sem pressa, ler um bom livro ou usar a internet.

Para definir o lugar, Camila usa a palavra “aconchego”. Quando a jornalista de Caxias do Sul resolveu concretizar o sonho de ter um café, não pensou duas vezes: queria uma casa antiga, “uma casinha da vovó”, já que a proposta era criar um ambiente intimista.

A casa do lado abre as portas para o público neste sábado: “A ideia foi de criar um ambiente aconchegante e intimista, uma casinha da vovó”, conta a proprietária.

Camila, que já havia morado em Chapecó, deixou Caxias para trás e logo encontrou na antiga casa de madeira no centro da cidade o lugar ideal para sua cafeteria, que acabou virando também galeria de artes.

A empresária pretendia montar também uma loja de roupas. “Acabei percebendo que não daria conta de atender as duas coisas, já que a proposta é ter tempo para conversar e interagir com os clientes”, conta Camila. Por sugestão da amiga e artista Sonia Loren, a arte surgiu como alternativa para preencher os enormes cômodos da casa: a cafeteria ganhou uma galeria de artes que abriga obras de artistas chapecoenses.

Camila é mentora da “A casa do lado”: o lugar tem cara e aconchego da casa da vovó.

No cardápio, “comidinhas pretensiosas”, que unem food fusion ao menu da vovó. A casa do lado tem dois cardápios, que se alternam diariamente “para os clientes não enjoarem”, comenta Camila. Boa sacada gastronômica.

Pães de queijo recheados, sanduíches, muffins, croissants doces e salgados, folhados, wafles e mini pizzas fazem parte do menu. Para beber, milk-shakes, sucos e, claro, cafés. Não deixe de provar o muffin de abóbora com nozes, que tem no recheio creme azedo com laranja: delicioso e sai por R$6. Para quem está na dieta, sanduíche light de brócolis, que leva peito de peru, brócolis, cebola e molho honey mustard artesanal. O sanduíche custa R$10. Tudo preparado pelas mãos de Camila que diz ter encontrado na cozinha sua verdadeira paixão.

Por todos os cantos, pequenos detalhes dão charme ao ambiente, seja nos interruptores de luz, um diferente do outro, na pintura colorida das paredes ou nos livros de dispostos pelas mesas. Uma vitrola e discos de vinil estão à disposição do cliente, que pode escolher sua própria música. Além disso, A casa do lado possui um ambiente reservado, com três mesas, ideal para pequenas reuniões.

Tudo nos pequenos detalhes: decoração retrô, café enfeitado e menu com comidinhas deliciosas. E o melhor, que cabem no bolso.

 

Inauguração

A inauguração para convidados foi na última quarta e reuniu cerca de 50 pessoas. Para o público, A Casa do lado abre as portas neste sábado (23) a partir das 15h. Fica na Av. Fernando Machado, quase esquina com a Guaporé. O atendimento será de terça a sexta das 10h às 20h e aos sábados das 15h às 19h. O telefone é 49 3316 3638.

O local tem internet wireless e os clientes podem usar sem custo algum. No verão, o quintal também ganhará algumas mesas, na grama. Definitivamente, é um lugar para poder se sentir em casa. Ou melhor, na casa do lado.

A inauguração para convidados foi na última quarta e reuniu cerca de 50 pessoas. Para o público, A Casa do lado abre as portas neste sábado (23).

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 2.197 other followers