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Uma breve (e sensível) história sobre fotografia.
A fotografia, a rapariga e o fotógrafo
“Ela vira-se para trás, ele baixa a máquina, encolhe os ombros (…) Não resisti, diz.”
Por Tiago Rebelo, Escritor (breveshistorias@hotmail.com)Ela tira uma foto a uma foto de uma mulher em tamanho natural.
Ele deambula pelos corredores da galeria. Não é dia de vernissage, é somente um dia qualquer e tem de fazer uma reportagem da exposição de fotografia para o jornal onde trabalha.
Nisto, dá com ela à sua frente. Desloca-se no espaço em redor da fotografia que a interessa analisando–lhe os ângulos com uma câmara à frente do rosto. A roupa que ela usa é desportiva, uma saia comprida, ténis. A roupa da mulher do retrato que ela observa é um vestido comprido. A figura física das duas é semelhante, a posição também. Ele pára a observá-las, a mulher real e a foto. Fascinado com as similitudes, levanta a máquina, tira-lhes uma fotografia. Ela vira-se para trás, ele baixa a máquina, encolhe os ombros, faz uma expressão comprometida. Não resisti, diz. Ela ri-se, não faz mal, responde.
No dia seguinte ela sai de casa, passa pelo quiosque, compra o jornal. Dali a pouco senta-se numa esplanada e pede um café, folheia o jornal e, ao virar a página, surpreende-se com uma grande fotografia sua a tirar uma fotografia a uma fotografia. Leva a palma da mão à boca, espantada, olha instintivamente em redor, passa a página depressa quando a empregada se aproxima, embaraçada. Não saberia o que dizer se a mulher a reconhecesse no jornal. A empregada deixa-lhe o café, vai-se embora. Ela volta atrás a página para se ver melhor. Sente-se corar, envergonhando-se sozinha. É tímida, nunca tinha aparecido no jornal, não percebera que era para isso que o fotógrafo desconhecido a retratara.
Passou mais de um ano. Ela volta à galeria e percorre uma exposição de foto-reportagens e, de repente, vê novamente a fotografia do jornal, agora em tamanho natural. Fica ali especada, perplexa, sem palavras. Vê-se que o fotógrafo a achou muito bonita, diz alguém atrás de si. Ela vira-se para ver quem é o desconhecido que fez o comentário. Abana a cabeça a rir-se, desconcertada. Foi um fotógrafo que me apanhou à socapa, diz, nem sei quem é. Mas olhe que ficou muito bem, diz ele, e é uma fotografia premiada. Tem uma máquina na mão direita, segura-a com descontracção, como se estivesse habituado a transportá-la. Não resisto, diz, tenho de lhe tirar uma fotografia a ver a sua própria foto. Posso? Ela solta uma gargalhada fugaz, divertida, encolhe os ombros, por que não? Tire, é mais uma.
Na manhã seguinte, cumpre a sua rotina diária: compra o jornal e vai lê-lo a tomar o café. Vira a página e não quer acreditar no que vê. Lá está ela de novo, fotografada na véspera. Só então percebe que estivera a falar com o autor da primeira fotografia e nem o reconhecera.
Extraído de: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/a-fotografia-a-rapariga-e-o-fotografo
O lugar da fotografia na arte contemporânea
A Escola de Artes de Chapecó promove, na próxima quinta (11), a palestra “As diversas funções da fotografia na arte contemporânea”. Ministrada pela artista e professora de Artes Janaina Schvambach, a palestra aborda a produção artística contemporânea, que cada vez mais se utiliza de novos meios, suportes e tecnologias, como a fotografia e o vídeo.
A fotografia vem ganhando novas abordagens e características inerentes a ela, como legitimação, perenidade, documentação e valor aurático, passam a ser questionadas.
A palestra acontece na quinta (11), das 19h às 20h30 na Escola de Artes. A inscrição custa R$ 5, com material de apoio incluído, e pode ser feita na Escola. Mais informações pelo telefone 49 3322 3690.
[Matéria feita para o caderno de cultura "Comportamento" do Jornal Voz do Oeste de 30 de julho de 2011]
O Twitter em favor da arte
A artista Dafne Pellizzaro é fã de fotografia. E das mídias sociais. Juntando tudo num balaio só, Dafne encontrou uma forma de aliar Twitter e arte e seu trabalho foi parar em uma exposição de fotografias em São Caetano do Sul/SP. Saiba mais dessa história.
O Twitter você já conhece. É o microblog do passarinho azul onde você escreve o que pensa em 140 caracteres. Através dele, pessoas se conhecem, notícias correm na velocidade da luz e atores e políticos cotam sua popularidade.
A cada dia, a ferramenta que transformou a forma de se comunicar via internet ganha novas utilidades. Algumas acabam abrindo portas. Quando a artista e acadêmica do curso de Artes Visuais, Dafne Pellizzaro, adicionou um desconhecido fotoclube de São Caetano do Sul ao seu rol de amigos do Twitter, não sabia o que a esperava.
Pelas postagens do clube ABCClick (@ABCCliCk) no microblog, Dafne (@dafcris) ficou sabendo de um concurso de fotografia e resolveu arriscar. A temática era livre e cada participante poderia escolher quatro imagens para competir. Mas como selecioná-las? Novamente, o Twitter: a artista disponibilizou as imagens e pediu que os amigos votassem nas que mais gostavam. Foi assim que Dafne escolheu e submeteu suas quatro imagens ao concurso, entre elas a do gatinho. Falaremos dela mais adiante…
A foto na vida
Dafne sempre gostou de fotografia. Desde criança, quando ia passar as férias na praia, travava uma batalha homérica com a mãe para pegar a câmera fotográfica e sair clicando. “Era uma briga, minha mãe não queria me dar por receio das fotos ficarem ruins ou eu estragar o filme. Mas quando mandávamos revelar, as fotos quase sempre estavam boas”, relembra Dafne. Culpa do olhar sensível da fotógrafa.
Quando terminou o colégio, queria cursar faculdade de fotografia. Mas na época a avó ficou doente e a família teve de ficar próxima. Descobriu o bacharelado em Artes Visuais da Unochapecó e, quando ficou sabendo que havia uma disciplina de fotografia na grade do curso, não teve dúvidas.
Dafne gosta de fotografar cenas do cotidiano e brinca com movimentos borrados, nus, e abstratos. Também arrisca de modelo para amigos fotógrafos. Além dos clics, a artista trabalha com desenho, pintura e videoarte. Dafne se forma no final do ano e pretende sair de Chapecó, ir em busca de novas oportunidades no campo da fotografia artística, provavelmente em São Paulo.
A foto do gatinho
Entre as fotos escolhidas pelos amigos de Dafne, um gatinho caramelo, sapeca, mordendo um tênis All Star com ar de leão. Dafne não imaginou que aquela imagem teria chance, mas foi justamente ela a selecionada para participar da Mostra Paralela, exposição que encerraria o concurso e premiaria as melhores imagens.
“Das fotos que eu mandei, era a que tinha menor qualidade técnica, foi feita com uma câmera compacta sem muitos recursos. Mas a cena é bonita, a primeira parte da seleção foi por júri popular. Acho que as pessoas gostam de ver fotos fofinhas”, comenta a artista. Dafne prova que, no mundo da fotografia, muitas vezes um olhar atento vale mais do que uma dezena de técnicas.

Dafne com a foto que passou pelo crivo dos amigos no Twitter e foi selecionada para participar de uma exposição em SP: tuitar para alavancar a arte. Foto: Arquivo pessoal.
A artista foi para São Caetano do Sul, em São Paulo, prestigiar a abertura da exposição. Dafne conta que, quando chegou ao local e viu sua foto exposta, não segurou a emoção. “Eles não divulgaram qual foto havia sido selecionada. Foi uma grande surpresa. Eu entrei na galeria e pensei: ‘É o meu gatinho! Ele está aqui!’. Chorei mesmo!”, conta, com brilho nos olhos.
Dafne passou uma semana em São Caetano e, como prêmio por ter a foto selecionada, pôde escolher duas oficinas entre as dez oferecidas no evento para participar gratuitamente. Dafne aproveitou a viagem para fazer uma sequencia de fotos noturnas que pretende usar em um novo trabalho de stop motion. Para conhecer mais o trabalho de Dafne, visite o site www.flickr.com/photos/dafnecristhinne.
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Sou fotojornalista e fotógrafa freelance. Faço muitos trabalhos para assessorias de imprensa: inaugurações de empresas, recepções com convidados ilustres, apresentação de novos produtos, festas de confraternização. Costumo definir esse tipo de trabalho como fotografia empresarial (já que existe uma “fotografia social”, embora eu nem saiba se essa denominação de fato existe ou se é coisa da minha imaginação hehe).
Há um tempo entreguei um trabalho de fotografia para um cliente, fotos da inauguração da sua nova empresa, e levei um xingão… não que ele não tenha gostado das imagens: a reclamação veio porque os arquivos eram muito grandes e ele estava tendo um trabalho danado para postar no site e enviar por e-mail.
Quem trabalha com imagem digital corriqueiramente nem sempre se dá conta de que muitos clientes não tem a mínima afinidade com termos como resolução, formato ou tamanho de arquivo. Confesso que até eu me embanano de vez em quando. Trabalho com uma Canon 60D que tem uma resolução de 18 megapixels, algo que já nem é muita coisa para uma reflex. Cada foto fica com um tamanho entre 5 e 8 megabytes, isso que só fotografo em JPEG. Quem costuma fotografar em RAW sabe que o tamanho do arquivo no mínimo duplica.
Então o cliente ficou nervoso com razão. Expliquei que ele poderia baixar gratuitamente um programa da internet para redimensionar não só as fotos que eu havia entregado a ele, mas diversos formatos de arquivo de imagem. Aí sim ele ficou satisfeito!
A partir daí, passei a entregar as fotos gravadas em DVD, como de costume, mas agora em duas pastas, uma chamada ALTA, com as imagens em alta resolução, e outra chamada WEB, com fotos redimensionadas para 1024 pixels do lado maior.
Para isso, uso um programinha gratuito chamado Fotosizer. Nele, você pode redimensionar uma foto ou pastas inteiras. Existem 18 opções de tamanhos mais a opção personalizada, onde você estipula o tamanho em pixels ou “quanto por cento” da imagem quer diminuir. Além disso, você pode escolher o formato de saída entre manter o original, bitmap, JPEG, GIF, PNG ou TIFF.
Uma nova pasta com os arquivos redimensionados é criada no local que você estipular e ele mantém a pasta original, assim os mais descuidados não correm o risco de redimensionar os arquivos originais todos!
Existem outros softwares, claro, para fazer isso. Indico este porque o considero prático e fácil de usar. E o melhor: nunca me deixou na mão.
Baixe o Fotosizer aqui.







